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Dia Internacional da Saúde Feminina

  • Joanna Cruz
  • 28 de mai. de 2020
  • 3 min de leitura

O dia internacional da saúde feminina que se comemora hoje foi instituído em 1987, e visa alertar a população para a desigualdade entre mulheres e homens no acesso aos cuidados de saúde. Diferentes combinações das hormonas femininas, factores genéticos ou ambientais tornam as mulheres mais vulneráveis a certas doenças, vamos referir 9 das mais usuais.


1 – Esclerose Múltipla

É uma doença crónica, inflamatória e degenerativa que perturba o sistema nervoso central e surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos. Afecta três a quatro vezes mais mulheres do que homens.


2 – Neoplasia da mama

O cancro de mama é a neoplasia mais frequente no sexo feminino e representa cerca de 25% de todos os cancros diagnosticados nas mulheres.

É a segunda causa de morte por cancro nos países desenvolvidos. Muito embora seja muito mais frequente no sexo feminino, há homens com neoplasia da mama (um homem para cada 135 mulheres).


3 - Lúpus Eritematoso Sistémico

Esta doença inflamatória crónica de origem autoimune, que surge mais frequentemente entre os 20 e os 45 anos, é dez a 15 vezes mais frequente no sexo feminino

Os sintomas do Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) são muito diversos, desde queixas gerais de cansaço, astenia (perda de forças), adinamia (prostração), febre, emagrecimento ou perda de apetite


4 - Infecção Urinária

A infecção urinária é mais comum no sexo feminino e isso deve-se ao facto de a uretra feminina ser mais pequena, pelo que as bactérias chegam com mais facilidade à bexiga causando infecção.

5 - Fibromialgia

A doença afecta 2 a 10% da população, e está presente em todas as idades, grupos étnicos e culturais. A única grande diferença é a sua prevalência por género: a fibromialgia é sete vezes mais comum no sexo feminino.

As mulheres são quem mais sofre com a doença, que se caracteriza por dor músculo-esquelética crónica e difusa, que envolve os quatro membros e o tronco e se mantém por mais de três meses, frequentemente associada a outras patologias, tais como depressão, síndrome do cólon irritável, fadiga, distúrbios do sono e alterações reumatológicas.

A fibromialgia não tem cura e compromete a sua qualidade de vida do paciente, mas o tratamento da doença permite uma melhoria significativa dos sintomas.


6 – Depressão

A depressão é actualmente a quarta causa de incapacidade no mundo e deverá ser a segunda já este ano de 2020, segundo a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença tem uma maior prevalência no sexo feminino, afectando duas vezes mais mulheres, mas a ciência não tem uma explicação única para esse facto.


7 – Doença Celíaca

A doença celíaca é uma doença autoimune que ocorre em indivíduos com predisposição genética, causada pela permanente sensibilidade ao glúten. Por cada quatro doentes celíacos, três são mulheres — e este desequilíbrio mantém-se em todas as faixas etárias, só desaparecendo na terceira idade. Nestes doentes, a ingestão de glúten, mesmo em pequenas quantidades, leva o organismo a desenvolver uma reacção imunológica contra o próprio intestino delgado, provocando lesões na sua mucosa que se traduzem pela diminuição da capacidade de absorção dos nutrientes. Trata-se de um problema crónico.


8 – Doenças Sexualmente Transmissíveis nas mulheres(DST)

Mesmo com o desenvolvimento de novos métodos diagnósticos e de tratamento, as DST mantêm elevada prevalência, especialmente no sexo feminino, que muitas vezes não refere queixas. As DST podem provocar infertilidade, gravidez ectópica, malformações fetais ou infecções neonatais. A cada ano ocorrem, entre adultos de 15 a 49 anos, cerca de 340 milhões de novas infecções curáveis transmitidas através relações sexuais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).


9 – Lesão por Esforço Repetitivo (LER)

A “expressão” generalista Lesões por Esforços Repetitivos (LER) designa um conjunto de patologias, síndromes e/ou sintomas músculo-esqueléticos que afectam particularmente os membros superiores. Aproximadamente 85% dos pacientes são mulheres na faixa etária dos 20 aos 40 anos. O aparecimento de LER está directamente relacionado com a actividade profissional — e são elas quem mais sofre com este tipo de lesões músculo-esqueléticas.

A LER, provocada pela execução de movimentos repetitivos e contínuos, favorecida por uma postura incorrecta ou levantamento de pesos, é cada vez mais comum e surge associada ao uso das novas tecnologias (nomeadamente à utilização do computador). Actividades como tocar piano, guiar camiões, fazer crochet ou bordar provocam igualmente lesões deste género.









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