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27 de Maio: Dia Mundial da Esclerose Múltipla

  • Joanna Cruz
  • 27 de mai. de 2020
  • 2 min de leitura

O que é Esclerose Múltipla (EM)

Trata-se de uma doença crónica, inflamatória, desmielinizante e degenerativa que afeta o Sistema Nervoso Central (SNC).

É uma doença autoimune em que é destruída a mielina das células. A mielina é uma camada de gordura protectora das fibras nervosas que auxilia na transmissão de informação ao longo do corpo humano.

Sempre que ocorre um “surto”, formam-se cicatrizes endurecidas que se agrupam formando as conhecidas “escleroses” ou também denominadas “placas”. São afectadas inúmeras áreas do cérebro e da medula espinal pelo que se denomina esta doença de Esclerose Múltipla.


Prevalência da EM

Esta é uma doença que atinge com maior incidência o género feminino e surge mais frequentemente entre os 20 e os 40 anos.

Tem-se vindo a tornar a doença neurológica incapacitante não traumática mais comum entre os jovens adultos.

Em Portugal estima-se que mais de 8000 portugueses sejam portadores de EM,sendo diagnosticada frequentemente por volta dos 30 anos de idade, Não se exclui a possibilidade de poderem surgir crianças e idosos diagnosticados com EM.

Factores de risco

A EM surge independentemente do local onde se habita, da raça ou idade. No entanto os factores ambientais e hereditários, são importantes para a sua manifestação.

Geograficamente a EM tem uma incidência elevada (> 30 casos por 100.000 habitantes) em grande parte da Europa


Sintomas da EM

Os sintomas da doença variam muito, pois dependem da localização da desmielinização no sistema nervoso central, e podem ser alguns dos seguintes:

  • Fadiga

  • Neurite óptica (inflamação do nervo óptico-nervo da visão)

  • Perda da força muscular nos braços e pernas

  • Alterações da sensibilidade

  • Dor

  • Alterações urinárias e intestinais

  • Problemas sexuais

  • Equilíbrio/coordenação

  • Alterações cognitivas

  • Alteração de humor e depressão

Viver com EM

Em 2016, foi realizado um estudo europeu, do qual Portugal fez parte, em que um dos objectivos era determinar a qualidade de vida do doente com EM, relacionada com a gravidade da doença:

- 98% dos doentes referiram a fadiga (independentemente do grau da gravidade da doença), como o sintoma mais incómodo para os indivíduos profissionalmente ativos;

- 79% referiu que a EM afecta a sua actividade profissional, sendo as principais queixas a fadiga, dificuldades de raciocínio e de mobilidade;

- 75% referiram ainda sentir perda de produtividade.

Devido aos sintomas que a doença acarreta, o portador de EM necessita fazer algumas modificações no seu dia a dia, para que possa viver com a doença, mas sem perder qualidade de vida.

Neste sentido, a ANEM (Associação Nacional de Esclerose Múltipla) recomenda que os doentes:

- Apostem numa alimentação saudável e equilibrada;

- Pratiquem desporto de baixa intensidade de forma regular, de modo a melhorar a condição física;

- Planeiem o seu quotidiano alternando períodos de descanso, com períodos de alguma actividade, se necessário reduzir o horário de trabalho para os portadores de EM, que sejam profissionalmente activos;

- Não fumem; e

- Apanhem sol.

Relativamente ao desporto e embora nenhum exercício físico seja capaz de atenuar o dano cerebral, por exemplo, a estrutura de exercícios do método Pilates compostos por treino de equilíbrio, fortalecimento, e alongamento muscular proporciona e promove a funcionalidade prevenindo a incapacidade física do paciente com Esclerose Múltipla.

Também a medicina tradicional chinesa (acupunctura, Tui Na, entre outras) poderá ter impactos positivos no doente com EM.












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