top of page

8 sinais de alerta de fraude financeira

  • Joanna Cruz
  • 11 de fev. de 2020
  • 5 min de leitura

De facto, é essencial investir as suas poupanças para as multiplicar, no entanto deve estar atento aos sinais de alerta antes de investir em qualquer produto.

Com uma aparência de legalidade ou de algo inofensivo, supostas aplicações financeiras são oferecidas como uma ótima oportunidade de ganhar dinheiro de uma forma rápida e fácil. Esse ganho costuma ser bem maior do que o de aplicações tradicionais e por necessidade ou ganância, algumas pessoas entram em negócios que parecem ser lucrativos, mas que acabam por se revelar ruinosos.

Quanto a investimentos lembre-se: não há fórmulas milagrosas para enriquecer.

Fique atento aos sinais de alerta:


1 - Pirâmide Financeira

As pirâmides financeiras ou esquema ponzi, são correntes, onde um indivíduo leva outro a entrar em determinada organização em troca de rendimentos. As pessoas da base, as últimas recrutadas, são na realidade as que garantem o ganho de quem está no topo.

A longo prazo torna-se um modelo insustentável, pois é necessário atrair cada vez mais pessoas para o falso investimento para que ele seja lucrativo.


2- Marketing multinível

O marketing multinível é um modelo de negócio baseado numa rede de contatos, em que há distribuição de serviços ou mercadorias. Neste caso, as pessoas ganham comissões pela comercialização dos produtos ou pela indicação de novos vendedores. A diferença relativamente à pirâmide financeira, é que no marketing multinível as receitas provêm na sua maioria (70%) da venda de mercadorias. No entanto tenha em atenção que há um grande número de esquemas em pirâmide disfarça-se de empresa de marketing multinível.


3 - Investimentos em forex, opções binárias e criptomoedas

As operações com forex movimentam milhões de dólares com grande liquidez e potencial para ganhos significativos, onde o indivíduo faz apostas na valorização de uma moeda sobre outra, como dólar e euro. Mas essas operações podem significar dores de cabeça para o investidor no futuro.

Para atrair vítimas, os burlões têm de oferecer rendimentos acima do normal. Para parecerem mais credíveis, usam como pretexto produtos financeiros existentes que podem proporcionar rendimentos elevados, mas com risco também elevado.

Mais recentemente, as opções binárias assumiram essa função (produto já de si com características perigosas, ao ponto de ter sido proibida a sua venda a investidores não-profissionais). As criptomoedas também se prestam bem a este papel, com o “bónus adicional” de que, não sendo um produto financeiro legalmente reconhecido, escapam mais à vigilância das autoridades dos mercados financeiros.

A questão é que estes produtos são tão arriscados que a probabilidade de ganhar dinheiro a investir é pouco maior do que nas burlas. Estudos efetuados para o forex e opções binárias, na Europa e Estados Unidos, revelam que a grande maioria dos investidores (nalguns casos, acima de 80%) perdem dinheiro com este investimento.


4 – Sites de apostas

Os sites de apostas, por exemplo, por meio do trading desportivo, em que os participantes apostam nos resultados dos jogos de futebol, prometem ganhos significativos.

Estando a falar de apostas, como é óbvio não há qualquer garantia de restituição do dinheiro investido. Poderá até ocorrer que, de repente, o site fica fora do ar e o investidor perde todo o dinheiro investido, sem ter a quem recorrer. Por não ser uma atividade regulamentada, a oportunidade de ganho pode esconder diversas armadilhas, como grupos mal-intencionados, que só querem roubar o dinheiro de quem muitas vezes, entrou no negócio por “brincadeira”.


5 - Promessa de rendimentos acima do normal e, ao mesmo tempo, garantidos

Para atrair vítimas, os burlões apelam à ganância, oferecendo sempre como engodo rendimentos elevados e (aparentemente) de baixo risco. Não se esqueça que, no mundo real, um rendimento elevado implica sempre um risco proporcionalmente elevado (mesmo que este não seja aparente).

Mas quando é que o acima do normal é fraude?

Há fraudes que prometem rendimentos tão elevados que, ao de alguns anos, cada um dos participantes teria mais riqueza do que o Produto Interno Bruto nacional. Por exemplo, se os produtos financeiros de capital garantido habituais (depósitos a prazo, dívida pública, seguros de capitalização) estiverem a pagar cerca de 1% ao ano, um investimento que prometa mais de 10% ao ano não será, certamente, de baixo risco.

Mesmo que, haja uma empresa legítima por trás desse investimento e que se comprometa a garantir o capital investido, essa garantia vale pouco ou nada, já que dificilmente terá capacidade de absorver perdas tão elevadas e conseguir honrar essa garantia.


6 - Pessoas que se passam por profissionais de investimentos

Ofertas tentadoras de ganhos de 10% ao mês, destinadas a um grupo restrito de investidores, e outras histórias do mesmo tipo, são muito comuns, e muitas pessoas ainda caem nelas, até mesmo por falta de conhecimento.

Verifique junto das entidades competentes (banco de Portugal e CMVM) se estes profissionais estão ou não autorizados a exercer a atividade, evitando cair no conto do vigário.

Para oferecer serviços de investimento a investidores portugueses, uma instituição financeira deve estar registada junto da CMVM ou de um regulador de outro país da União Europeia. Para verificar se as empresas/profissionais estão devidamente autorizadas poderá consultar:

- Lista de intermediários financeiros registados na CMVM: https://www.bportugal.pt/instituicoes-financeiras-intermediacao

- Intermediários registados noutro país da União Europeia e que prestam serviços em Portugal: https://web3.cmvm.pt/sdi/ifs/LPS/index.cfm

- Se a entidade estiver devidamente registada, em princípio não estará perante uma operação ilegal. No entanto, nem sempre esta pesquisa é conclusiva, por vários motivos. O nome de registo pode ser diferente da marca comercial sob a qual a empresa opera, por exemplo. Ou pode dar-se um caso de “clonagem”: uso indevido do nome de uma entidade financeira legal. Portanto, convém também verificar se existe algum alerta sobre a entidade em questão. Pode consultar os alertas de atividade não autorizada da CMVM no seguinte link: https://www.cmvm.pt/pt/SDI/IntermediariosFinanceiros/Pages/AlertasComunicacoesCMVM.aspx

- A CMVM publica também os alertas emitidos por autoridades de outros países: https://web3.cmvm.pt/sdi/ifs/app/alertas.cfm


7 - Pressão para decidir imediatamente

É uma prática comum em todos os tipos de fraude, não apenas as relacionadas com o mundo financeiro. Um burlão não está interessado em que a sua vítima tenha tempo de pensar calmamente e ter consciência das características duvidosas da sua proposta. Não se deixe pressionar. Não assine, forneça dados pessoais ou entregue dinheiro sem ponderar bem os prós e os contras. Informe-se junto da CMVM ou Banco de Portugal se a empresa está autorizada a operar no nosso país.


8 - Evitar o sistema bancário

Os movimentos de capital pelo sistema bancário são relativamente fáceis de seguir e as instituições financeiras têm o dever de comunicar transações anormais ou suspeitas. Portanto, a maioria das burlas tenta recorrer a alternativas, como remessas postais, ou dinheiro vivo. Desta forma os fundos podem ser recebidos noutros países de forma quase anónima.

Mais recentemente, as criptomoedas ganharam popularidade para todos os tipos de atividades criminosas, dado ser impossível reverter as operações e ser difícil identificar o recetor do pagamento.






Comments


© 2019 por Armando Rodrigues orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page